Concordarás ao menos que ardemos

Que os deuses nos prenderam 

À pira do esquecimento

E é tudo tão fugaz quanto intenso 

Para não deixarmos atrás de nós 

Mas também em nosso redor 

Um rasto de indelével ruído

De caos e de amores fúteis 

Um lastro de ruínas com a sua coleção de ossos incrustados 

Concordarás que são demasiados os fantasmas 

Os espinhos na carne

Para que nos continuemos a levantar como se nada fosse

Dia após dia

Alimentas o gigantesco e delirante mito

De que podemos ser algo mais 

Do que o selo da extinção cravado no seio do nosso olhar apavorado 

E delator. 


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