O dia pode ser violento 

Trazer com ele adagas e corsários, 

Salteadores dos sonhos que alimentam a vida 

E toda a espécie de delinquentes,  

Irromper a guerra civil no seio da mais aparente paz quotidiana

Infestar a cidade de todo o tipo de explosivos

Carregar consigo a tempestade prenhe de raiva e vingança 

Tingir a neblina de escarlate 

Ser intempestivo como um deus irado

Ou impecável como o anjo da morte

É difícil livrarmo-nos deste paladar a sangue, 

Que ainda borbulha e ferve nos nossos lábios, 

Deste escancarado prazer, 

E fechar as cortinas ao dia celebrando ou esquecendo 

O pútrido olor da noite.

A verdade é que todos sabemos como os dias começam

Mas não podemos saber como irão acabar. 

E a madrugada é uma infinda e lívida paisagem de destroços.

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