Para quê construir cidades mágicas,
Arcadas, catedrais estrondosas,
Para pessoas cruéis
Neros capazes de incendiar a sua
própria casa
Ou contar estórias edificantes e
transformadoras
Para brutos orgulhosos da sua barbárie
Que chupam a gordura dos dedos
E batem nas suas companheiras
Para quê afinal toda essa abnegação à
arte
Pela arte
À civilização, à humanidade,
Para vir um bêbado e destruir tudo com
as patas?
O mundo é uma coisa demasiadamente
frágil
Para as crianças andarem a brincar com
fósforos
No palheiro.
Comentários
Enviar um comentário