Vamos somando palavras a palavras

Páginas a páginas

Já não sabemos o que fazer de tamanha exuberância

A todo este excesso de segunda natureza

Que eco podemos surtir na floresta infinda

Gostamos de pensar que poderão servir de barco

Na hora do nosso naufrágio

Que nos poderão salvar

Talvez nos prendamos a essa réstia de esperança

De que nem tudo se perca no incêndio  

Que entre as brasas e as cinzas ainda consigamos

Fazer sentido dos versos, unir as frases

Reacender o verbo 

E o leitor é esse mago indolente à lareira

Que com o seu sopro 

Ou com a sua tenaz revestida do oiro dos dias

Pacientemente vai ateando o fogo.

Comentários

Mensagens populares deste blogue

A emancipação do pensamento religioso

O conceito de proletário

Feliz ano novo Medley